MELOTECA SÍTIO DE MÚSICAS E ARTES
Siga-nosFacebookInstagramLinkedInPinterestTwitterTumblr
> Organoteca
PRINCIPAL
Manual
Órgão da Lapa
Consola
Anjos

 

 

 

 

ÓRGÃOS DO DISTRITO DE BEJA

IGREJA MATRIZ DE ALVITO

Órgão construído por Pascoal Caetano Oldovini entre 1771-1780, restaurado por António Simões em 1994

Órgão construído por Pascoal Caetano Oldovini entre 1771-1780, restaurado por António Simões em 1994.

TOPO

CONSOLA

Órgão construído por Pascoal Caetano Oldovini entre 1771-1780, restaurado por António Simões em 1994
Foto Pedro Guimarães
TOPO
Igreja Matriz de Alvito
Foto Enciclopédia Temática
TOPO

NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

A Igreja Matriz do Alvito, que viria a ser dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi edificada de raiz em finais do séc. XIII. Em 1279, o padroado da igreja é doado ao Convento da Santissima Trindade de Santarém, ficando na posse dos mesmos durante os séculos seguintes. A feição actual do templo resulta principalmente das ampliação que aí decorreram entre 1480 e 1554, sendo a mais importante alteração, em termos estruturais, aquela que implicou a justaposição de uma nova nave perpendicular ao corpo da igreja douocentista, de tal forma que esta passa a funcionar como transepto. Desta forma, será sempre necessário tomar em conta esta obra para contextualizar os elementos arquitectónicos e decorativos mais antigos, nesta zona do monumento. 

Das campanhas de finais do século XV e inícios do XVI, provavelmente decorrendo a par das obras de construção do castelo da vila, sob a égide dos Barões do Alvito, resultaram elementos arquitectónicos como o sistema de contrafortagem e o coroamento das fachadas. Destacam-se assim os grossos contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos, e as fileiras de merlões chanfrados no coroamento do edifício, típicos do tardo-gótico alentejano na sua declinação manuelino-mudéjar. Tal como o grande modelo destas igrejinhas, a ermida de São Brás de Évora, também aqui se assume a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, que está presente no Alvito de forma particularmente inspirada na Ermida de São Sebastião, mas igualmente em pequenas capelas espalhadas pelo conselho (como é o caso da ermida de São Bartolomeu, entre outras). O cotejo deste edifício com a matriz de Viana do Alentejo é também muito interessante. A finais de Quatrocentos pertencem por fim as capelas tumulares do transepto, e a instituição da capela tumulária de Maria de Sousa Lobo e seu marido, João Fernandes da Silveira, 1º Barão do Alvito, esta no ano de 1481. De finais da centúria e inícios da seguinte datarão as pinturas murais do interior, das quais restam vestígios (transepto), apesar de uma parte destas ter sido picada já em finais do século XX. 

O portal renascentista datará de uma intervenção mais tardia, dentre as várias que aqui se podem identificar. Entre 1534 e 1547 foi demolida e reconstruída uma parte do edifício, possivelmente com a participação do mestre pedereiro João Mateus, e entre 1553 e 1559, por ordem do cardeal D. Henrique, surge uma nova capela-mor e sacristia. A torre sineira é seiscentista. No interior, com as três naves resultantes da ampliação, são ainda dignos de realce os silhares de azulejos do séc. XVII, bem como algumas pinturas retabulares, e os altares barrocos de talha dourada.

SML

Património Cultural, acesso a 16 de junho de 2017

TOPO