MELOTECA SÍTIO DE MÚSICAS E ARTES
Siga-nosFacebookInstagramLinkedInPinterestTwitterTumblr
> Mediateca > Melopédia
PRINCIPAL

INSTRUMENTÁRIO PORTUGUÊS

Acordeão:

aerofone de palheta dotado de fole e teclas. Foi criado no século XIX, com o contributo de diversos fabricantes. Pela acção dos braços e das mãos do acordeonista, o ar faz vibrar as lâminas metálicas das palhetas. É muito utilizado em Portugal e nas festas populares e momentos de convívio.

TOPO

 

Adufe:

instrumento de percussão de membrana dupla, em formato quadrangular, resultado da influência árabe (duff). É tradicional de Monsanto e da Beira Baixa, onde é tocado exclusivamente por mulheres. Na região de Trás-os-Montes, o adufe tem a designação de pandeiro. É utilizado também no Brasil, certamente por influência de portugueses.

Adufeiras, foto Filipe Faria

TOPO

 

Apito:

Na Madeira, o apito podia assumir duas formas, sendo sempre feito em canavieira: a de um apito propriamente dito; ou a forma de uma flauta de bisel, com três ou quatro furos na extremidade inferior. Era essencialmente a acompanhar as Missas do Parto ou Reis que este grupo se juntava, podendo ainda tocar espontaneamente, quando se encontravam nos tempos livres. No sítio do Jamboto, freguesia de Santo António, existiu outro grupo, que se denominava Música dos Canudos, composto por rapazes entre os 12 e 18 anos. À semelhança da Banda dos Canudos, da mesma freguesia, este grupo fazia réplicas de instrumentos musicais, a que juntavam um apito. (Aprender a Madeira)

Apito, Madeira

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Bandolim:

cordofone com quatro ordens de cordas duplas, sistema de cravelhas com chapa em leque e parafuso sem fim. A boca é redonda, decorada com embutidos. A cabeça termina em voluta. O bandolim é utilizado pelas tunas e acompanha outros grupos musicais.

Bandolim

TOPO

 

Bandurra:

também chamada viola beiroa, uma das violas portuguesas, é um cordofone dedilhado. Utilizava-se esta viola popular portuguesa (que era muito frequente no distrito de Castelo Branco), nas tabernas, e em momentos festivos como os casamentos, nas serenatas aos noivos, nas vésperas e na noite da boda.

Viola beiroa

TOPO

 

Bexigoncelo:

Cordofone tradicional madeirense provavelmente criado por Manuel Teixeira de Mendonça, natural de São Jorge. Como gostava de percorrer as diversas festas das freguesias da zona norte da Madeira, cantando e tocando, para se acompanhar criou este instrumento, composto inicialmente por uma tábua de pinheiro a que estava fixada uma bexiga. Uma tripa de porco fazia as vezes de corda única, presa às duas extremidades da tábua e passando sobre a bexiga, que fazia as vezes de caixa-de-ressonância. A corda era tocada com um arco de cana, com um fio feito de folhas de babosa seca. As diferentes notas são definidas segurando a corda entre dois dedos da mão esquerda. A escolha do ponto em que a corda é pressionada define a nota tocada. A popularidade local do instrumento fez com que o grupo folclórico de Santana o adotasse, embora com umas pequenas adaptações. Posteriormente a corda usada passou a ser uma corda de violoncelo, sendo tocada com um arco de violino. (Aprender a Madeira)

Bexigoncelo, instrumento madeirense

TOPO

 

Bombo:

bimembranofone de percussão tocado geralmente na posição vertical. É um dos instrumentos utilizados no programa das festas populares de Portugal.

Bombo de romaria, Grupo de Bombos de Santa Maria de Jazente

TOPO

 

Braguinha:

espécie de cavaquinho da Madeira, onde também é chamado "machête", o braguinha é um cordofone dedilhado com 4 cordas de tripa, sendo utilizado pelos camponeses madeirenses para acompanhar o canto e a dança. Foi levado pelo madeirense João Fernandes para o Havai e encantou os seus habitantes que deram ao instrumento o nome de "ukulelé", literalmente "pulga saltadora".

Braguinha

TOPO

 

Brinquinho:

idiofone típico do folclore madeirense constituído por bonecos vestidos com trajes regionais, com caricas e castanholas que se movimentam pelo eixo vertical de uma cana de 60/70 cm. O registo iconográfico mais antigo data do início do século XX.

Brinquinho

TOPO

 

Búzio:

Em várias regiões do continente português, o búzio tinha um importante papel de meio de comunicação, quer como aviso para problemas como o fogo, quer para facilitar a localização em condições de nevoeiro. Também os levadeiros fizeram uso deste meio de comunicação à distância. Não é muito fácil encontrar o búzio associado à tradição musical madeirense, até porque esta não é uma concha dos mares desta zona do Atlântico. A sua sonoridade permite que seja escutado a grande distância, pelo que está associado a festas ou trabalhos que implicam deslocações. É o caso das cantigas de borracheiros, entoadas pelas veredas da serra entre a costa norte da Madeira e o Funchal, ou do toque das castanholas no percurso para as Missas do Parto. Em ambos os casos, para além da componente musical inerente, tem associado o fator de aviso à distância da aproximação dos grupos em que está integrado. (Aprender a Madeira)

Búzio, Madeira

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Caixa:

bimembranofone de percussão, de tipo militar, batida por duas baquetas de madeira.

TOPO

 

Castanholas:

idiofone de madeira constituído por duas partes côncavas que batem uma na outra. É usado no Algarve, no canto das janeiras, pelas "charolas". Os pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro) utilizam castanholas de forma oblonga nas suas danças e em alternância com os paulitos. Todavia, as castanholas são muito usadas em outras regiões de Portugal, designadamente o Alentejo, Estremadura, Douro Litoral, tocadas sobretudo por homens a acompanhar cantares alegres e festivos.

Castanholas, de Nuno Russel

TOPO

 

Cavaquinho:

cordofone popular de pequenas dimensões, utilizado no acompanhamento do repertório tradicional português, designadamente no Minho e Douro Litoral, mas também no Algarve, onde é muito utilizado pelas charolas, no canto das janeiras.

Cavaquinho decorado com motivos tradicionais

TOPO

 

Cega-rega:

idiofone popular de madeira que imita o som da cigarra, é constituído por uma roda de transmissão accionada por uma manivela com um cabo.

Cega-rega, Portugal

TOPO

 

Chicote:

instrumento tradicional de percussão, conntituído por duas pequenas tábuas de madeira que batem uma contra a outra, lembrando a sua sonoridade o estalar de um chicote.

TOPO

 

Chincalho:

idiofone que se apresenta em formatos bastante variados, constituído basicamente por chapas metálicas que batem entre si quando o executante movimenta o instrumento.

Chincalho, de Nuno Russel

Foto Nuno Russel

TOPO

 

Chocalho:

campaínha colocada pelos pastores ao pescoço das ovelhas, cabras ou vacas.

Chocalhos de Alcáçovas

Foto Junta de Freguesia de Alcáçovas

TOPO

 

Cistre:

Cordofone

Cistre

TOPO

 

Clavas:

também chamadas "pausinhos", são idiofone de madeira, existentes em Portugal, Brasil e muitos países, com nomes, materiais e timbres diferentes. Os índios do Brasil decoravam as clavas com gravação a fogo.

TOPO

 

Concertina:

aerofone dotado de fole e palheta livre muito popular em Portugal. Instrumento da família do acordeão, nasceu no século XX.

TOPO

 

Ferrinhos:

idiofone metálico percutido, possui um som penetrante, sendo utilizado na música tradicional portuguesa. Consiste num ferro em forma triangular, aberto, no qual se bate com um pequeno ferro. É suspenso de uma corda, e enquanto uma mão sustenta o triângulo, a outra faz a percussão.

Ferrinhos

TOPO

 

Flauta de amolador:

Flauta de pã.

Flauta de amolador, Nuno Russel

Nuno Russel

TOPO

 

Flauta de tamborileiro:

pequeno aerofone do tipo flauta de bisel que forma conjunto com o tamboril e é tocado pelo mesmo tocador.

TOPO

 

Flauta travessa:

aerofone feito de cana um insuflador e vários furos melódicos. Por vezes é decorado com motivos geométricos feitos a canivete enquanto a cana está verde.

TOPO

 

Gaita de foles:

aerofone composto de dois tubos, um insuflador e um fole. Com o braço, o ar é empurrado através de um tubo para as gaitas, produzindo o som.

Gaita transmontana, Portugal

TOPO

 

Genebres:

idiofone constituído por uma série de paus redondos maciços, de tamanhos crescentes, enfiados numa tira de couro, formando colar. É utilizado na Lousã, na "Dança dos Homens", festa realizada em honra da Senhora dos Altos Céus, em Maio. A "genebres" é utilizada apenas nesta cerimónia. Normalmente, está entregue à Comissão de Festas e passa anualmente dos festeiros velhos para os festeiros novos.

Genebres Missom

Foto Missom

TOPO

 

Grilinho:

idiofone madeirense utilizado por grupos folclóricos ou outros grupos musicais. É constituído por um bocado de tronco de canavieira onde foi feita uma abertura e se fixou, de forma flexível, uma palheta do mesmo material. Carregando e largando em seguida uma extremidade, a oposta choca com o corpo do grilinho e produz o som.

Grilinho, foto Rui Camacho

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Guitarra portuguesa:

cordofone com seis ordens de cordas duplas de metal, sistema de cravelhas em leque e parafuso sem fim. A boca é redonda e é ornamentada com embutidos. A guitarra portuguesa acompanha o fado mas já tem repertório próprio, tendo sido promovida pelo talento excepcional de Carlos Paredes.

Guitarra portuguesa de Lisboa, Portugal

TOPO

 

Matracas:

idiofone constituído por uma pequena tábua rectangular com uma pega no topo onde estão pregadas três pegadeiras de ferro. São usadas no Minho na Semana Santa (anterior à Páscoa), nas "algazarras" do Carnaval, nas "serrações da velha" e nas "troças".

TOPO

 

Num-num:

instrumento madeirense tradicionalmente feito com um pedaço de tronco de canavieira de uns 10 cm de comprimento. Perto de uma das extremidades, retirava-se parte da casca, deixando apenas uma fina película interior com uns 2 cm de comprimento, que iria produzir o som. Este resultava da própria voz do executante, que encostava a boca a esta película, fazendo-a vibrar. José Camacho introduziu uma inovação que o tornou mais durável: em vez de deixar a película interna do tronco, faz um orifício neste e tapa a extremidade mais próxima da cana com um pouco de plástico fino. O funcionamento do instrumento mantém-se, mas a sua longevidade é muito maior. (Rui Camacho)

Num-num, aerofone madeirense

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Ocarina:

aerofone. A palavra, italiana, significa literalmente "pequeno ganso" . Trata-se de um instrumento de cerâmica da família das flautas globulares, geralmente ovais, com orifícios e embocadura.

TOPO

 

Palheta:

aerofone tipo charamela, de madeira de buxo com furos melódicos e palheta dupla de cana. Corresponde à "dulçaínha" meideval. É um instrumento pastoril hoje em desuso que se encontrava na Beira Baixa (Monsanto, Idanha-a-Nova).

TOPO

 

Pandeireta:

instrumento de percussão formado por armação cilíndrica com fendas atravessadas por eixos e discos metálicos na ilharga.

TOPO

 

Pandeiro:

instrumento de percussão híbrido formado por uma pele sobre armação cilíndrica com fendas atravessadas por eixos e discos metálicos na ilharga. No Algarve é muito usado pelos grupos de janeireiros.

TOPO

 

Paulitos:

idiofone percussivo constituído por dois paus em forma cilíndrica com cerca de 30-40 cm de comprimento e 3 cm de espessura, de madeira de carvalho ou freixo. A decoração consiste em gravações a ferro quente. Os paulitos são usados nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro).

TOPO

 

Pífano:

sinónimo de pífaro

TOPO

 

Pífaro:

aerofone semelhante à flauta, mas mais pequeno e de som estridente.

TOPO

 

Pife:

Trata-se de um pedaço de canavieira de 20 a 25 cm de comprimento e cerca de 1,5 cm de diâmetro. Corta-se junto a um nó, de modo a ficar a extremidade tapada. A cerca de 1 cm desta, perfura-se a embocadura, com um ferro em brasa. O mesmo ferro serve para fazer os dois ou três furos próximo da outra extremidade, de onde sairão as diferentes notas entoadas. É o único aerofone de bisel tradicional na Madeira, usado em exclusivo na Primeira Lombada da Ponta Delgada, associado aos festejos do Natal. Durante o percurso para as Missas do Parto, grupos de rapazes iam executando uma melodia simples, destinada a chamar os moradores para se juntarem ao grupo na deslocação até à igreja. O seu uso tem perdurado ao longo dos anos em diversos eventos do ciclo do Natal daquele lugar. (Aprender a Madeira)

Pife, Madeira

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Pifre:

o mesmo que pífaro.

TOPO

 

Pinhas:

Idiofone de raspagem utilizado na Madeira e outras regiões de pinhal. Por vezes a produção dos ritmos e dos sons é feita com recurso a materiais disponíveis no meio ambiente que, pelas suas características, não necessitam de qualquer trabalho de adaptação ou construção. É o caso das pinhas. Esta tradição de aproveitar os recursos disponíveis nasceu de uma opção muito frequente em situações como a deslocação para arraiais que, sendo a pé, não convidava ao transporte de muito peso. Desse modo, aproveitar duas pinhas para, raspando-as, produzir o ritmo de acompanhamento dos cantos era uma solução fácil e cómoda. (Aprender a Madeira)

Pinhas, foto Rui Camacho

Foto Rui Camacho

TOPO

 

Rabeca:

cordofone friccionado de arco semelhante ao violino e muito usado ainda em Cabo Verde.

TOPO

 

Rajão:

cordofone popular típico da Madeira que parece uma viola pequena. Tem cinco cordas e um comprimento total de 66 cm.

Rajão, Madeira, Portugal

TOPO

 

Reco-reco:

também chamado reque, ou reque-reque, é um idiofone de raspagem constituído por uma cana de bambú ou um pau de madeira em forma de cilindro. Uma vara de madeira mais fina raspa a parte que tem saliências, produzindo-se um timbre característico.

Reco-reco, Madeira

Foto Rui Camacho

TOPO

Rela:

o mesmo que cega-rega.

TOPO

 

Sarronca:

membranofone tradicional e rudimentar, é constituído por um cântaro de barro que funciona como caixa de ressonância, uma pele que tapa a boca do vaso e um pau fino que trespassa a pele e, ao friccioná-la produz um som grave.

Sarronca, Nuno Russel

Nuno Russel

TOPO

 

Subina:

aerofone, de palheta livre de cana encaixada no tubo melódico. Tem furos melódicos de tipo quadrangular que produz sons de timbre semelhante ao da charamela. Era um instrumento rudimentar de passatempo individual entre pastores na Estremadura.

TOPO

 

Tambor:

subcategoria de membranofones que pode ter uma ou duas membranas com formatos muito diversificados, cilíndrico, longo, cónico. Podem ter forma de ampulheta, de taça ou de barril.

TOPO

 

Tamboril:

membranofone com fuste metálico que aparece em Trás-os-Montes e Alentejo, feito artesanalmente pelos próprios tocadores. O tamboril é tocado juntamente com a flauta, sendo um dos conjuntos instrumentais mais arcaicos.

TOPO

 

Timbalão:

bimembranofone de percussão que aparece em grande parte dos conjuntos das várias regiões de Portugal, nas rusgas, chulas, sendo tocado por zés-pereiras e gaiteiros.

TOPO

 

Tréculas:

Idiofone composto por dez ou mais tábuas rectangulares de madeira, enfiadas e ligadas por um cordel, com duas pegas nas extremidades. Quando se manipula o instrumento com ambas as mãos, as pequenas tábuas batem umas nas outras produzindo o seu som característico. As tréculas são usadas no Minho nas festividades devocionais da Semana Santa (semana anterior ao dia de Páscoa).

Cavaquinho decorado com motivos tradicionais

Tréculas da Madeira, foto Rui Camacho

TOPO

 

Tric-lic-trac:

Idiofone composto de uma tábua de madeira em forma rectangular com três fiadas de pequenos martelos de madeira. O som é produzido por sacudidelas regulares e fortes do instrumento que levam os martelos a baterem todos ao mesmo tempo. Este idiofone tradicional é usado no Minho, por grupos de rapazes, em brincadeiras carnavalescas e na própria Semana Santa.

TOPO

 

Viola amarantina:

cordofone dedilhado muito utilizado para acompanhar o repertório minhoto, ao qual fornece um suporte harmónico. O bom executante pode acrescentar aos acordes pequenos motivos melódicos.

Viola amarantina

TOPO

 

Viola beiroa:

cordofone ornamentado e muito arredondado, um dos tipos de viola portuguesa, característico da Beira Baixa. Além das cinco ordens de cordas, possui duas mais agudas, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa de ressonância.

Viola beiroa

TOPO

 

Viola braguesa:

um dos tipos de viola portuguesa, é um cordofone dedilhado artesanal muito popular no Noroeste Português. Tem cinco ordens de cordas duplas, cravelhas dorsais de madeira e boca em forma de raia. É utilizada em situações festivas acompanhando rusgas, chulas e cantares ao desafio, com por outros instrumentos como o cavaquinho, acordeão e rabeca.

Viola braguesa

TOPO

 

Viola campaniça:

cordofone, tipo de viola popular, com cinco ordens de cordas duplas de arame. Outrora, acompanhava muito os "balhos", "despiques" e o cante alentejano, isto é, os corais polifónicos do Baixo Alentejo.

Viola Campaniça, Alentejo

TOPO

 

Viola da terra:

cordofone, tipo de viola popular da Ilha de São Miguel, Açores. Tem cinco ordens de cordas, duplas as três primeiras, e triplas as restantes. A boca tem a forma de dois corações.

Viola da Ilha Terceira

TOPO

 

Viola de arame da Madeira:

cordofone da família das violas portuguesas usado no acompanhamento da "Charamba". Tem cinco ordens de cordas sendo quatro delas duplas e uma simples.

Viola caipira

TOPO

 

Viola toeira:

cordofone, tipo de viola portuguesa, com três ordens de cordas, sendo duplas as três primeiras. Tem cravelhas dorsais de madeira. A boca é oval e o tampo está por vezes ornamentado com motivos florais embutidos. Na Beira Litoral, concretamente em Coimbra, acompanhava cantares festivos, juntamente com o cavaquinho e a flauta.

Viola toeira

TOPO

 

Zuca-truca:

idiofone constituído por uma cana de bambú, com um boneco no topo e dois bonecos paralelos à cana vestidos com trajes regionais. Um arame no interior da cana provoca, com o movimento da mão do executante, o bater de castanholas pendentes das costas do boneco masculino. É utilizado no Minho, na região de Guimarães. O "brinquinho" da Madeira, introduzido há cerca de um século, é semelhante ao zuca-truca.

TOPO

 

BIBLIOGRAFIA

Michel Giacometti. Cascais: Casa Verdades de Faria/Museu da Música Portuguesa 1997. |Guia da exposição|

Cordofones portugueses, de José Lúcio. Porto: Areal Editores 2000, 1ª ed. ISBN 972-627-544-X

 

MADEIRA

CAMACHO, José, “Idiofones populares madeirenses”, Xarabanda Revista, n.º 2, nov. 1992, pp. 36-40 e 42;

CAMACHO, Rui, “Os violeiros da Madeira”, Xarabanda Revista, n.º 3, 1.º semestre 1993, pp. 5-21;

CAMACHO, Rui e TORRES, Jorge, “Como se faz um brinquinho”, Xarabanda Revista, n.º 5, 1.º semestre 1994, pp. 3-7;

DIAS, Jorge, Estudos de Antropologia, vol. II, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1993;

DIX, John Adams Dix, A Winter in Madeira: and a Summer in Spain and Florence, New York, D. Appleton & Co., 1850;

FRANÇA, Isabella de, Journal of a Visit to Madeira and Portugal, (1853-1854), Funchal, Ramos, Afonso & Moita, 1970;

FRUTUOSO, Gaspar, As saudades da terra pelo doutor Gaspar Fructuoso. Historia das ilhas do Porto-Sancto, Madeira, Desertas e Selvagens. Manuscripto do seculo XVI annotado por Alvaro Rodrigues de Azevedo, Funchal, Typ. Funchalense, 1873;

MORAIS, Manuel, “Notas sobre os instrumentos populares madeirenses. Machete, rajão, viola de arame, viola francesa”,Xarabanda Revista, n.º 12, 2.º semestre 1997, pp. 11-13;

MORAIS, Manuel (coord.), A Madeira e a música. Estudo [c. 1508-c. 1974], Funchal, Empresa Municipal Funchal 500 anos, 2008; 

Id., “O machete madeirense”, in ESTEIREIRO, Paulo (coord.), 5 olhares sobre o Património Musical Madeirense, Funchal, Associação de Amigos do GCEA, 2011, pp. 21-37;

OLIVEIRA, Ernesto Veiga de,Instrumentos Musicais Populares Portugueses, 4.ª ed., Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian / Museu Nacional de Etnologia, 2000;

1ª mostra de instrumentos musicais populares: recolha, restauro, construção, Funchal, DRAC e CMF, 1981/82; 

Relações das sumptuosas festas com que a Companhia de Jesus da Provincia de Portugal celebrou a Canonização de S. Ignacio de Loyola, e S. Francisco Xavier nas Casas, e Collegios de Lisboa, Coimbra, Evora, Braga, Bragança, Villaviçosa, Porto, Portalegre, e nas Ilhas da Madeira, e Terceira. Lisboa, Livraria de Alcobaça, 1622: http://purl.pt/17283 (acedido a 12/10/2014);

RODRIGUES, António, “O brinquinho ou bailinho”, Fogo, nov. / dez. 1974, pp. 38-39; 

Id., “Bonecos, Brinquinho ou Bailinho”, in ESTEIREIRO, Paulo (coord.), 5 olhares sobre o Património Musical Madeirense, Funchal, Associação de Amigos do GCEA, 2011, pp. 69-78;

RODRIGUES, João Egídio A., “A origem do bexigocelo”, Diário de Notícias, Madeira, 14 jun. 1987, p. 10;

SANTOS, Carlos M., Tocares e cantares da ilha. Estudo do folclore da Madeira, Funchal, Tip. Da Emprensa Madeirense Editora,1937;

SARDINHA, Vítor e CAMACHO, Rui, Rostos e Traços das Bandas Filarmónicas Madeirenses, Funchal, Associação Musical e Cultural Xarabanda, 2001;

VASCONCELOS, Cândido Drumond, Coleção de Peças para Machete, Casal de Cambra, Caleidoscópio, 2003;

WAXEL, Platon de, “Alguns traços da história da música na Madeira”, Gazeta da Madeira n.os 99-101 (1869), reed. em Das Artes e da História da Madeira, vol. 5, n.º 27, 1957, pp. 34-37;

WHITE, Robert, Madeira, its climate and scenery. A hand-book for invalid and other visitors; a tour of the island, etc; and an appendix, London, Cradock, 1951;

WORTLEY, Emmeline Stuart, A Visit to Portugal and Madeira, London, Chapman and Hall, 1854.

Bibliografia madeirense por Jorge Torres e Rui Camacho

TOPO

 

GLOSSÁRIO ESPECÍFICO

Baqueta:

s. f. vara de cabeça arredondada com que se percutem os tambores.

 

Boca:

s. f. cavidade com forma variável existente em instrumentos de corda.

 

Braço:

. m. parte alongada de certos instrumentos de corda.

 

Chula:

s. f. dança e música tradicional.

 

Cravelha:

s. f. peça de madeira ou de metal com que se esticam ou distendem as cordas para afinar um instrumento.

 

Cravelhame:

s. m. conjunto das cravelhas ou parte onde as cravelhas se encontram.

 

Fuste:

s. m. corpo principal do bombo e do tambor.

 

Palheta:

 

s. f. lâmina de metal ou de bambú cujas vibrações produzem o som de certos instrumentos de sopro.

 

Tampo:

s. m. parte superior e inferior da caixa de ressonância de um instrumento de corda.

 

Trasto:

s. m. saliência existente em número variável em instrumentos de corda.

 

Tuna:

s. f. conjunto vocal e instrumental composto de instrumentos de corda e outros instrumentos tradicionais.

 

Voluta:

s. f. ornamento em forma de espiral com que termina o braço de certos instrumentos musicais.

TOPO