MELOTECA SÍTIO DE MÚSICAS E ARTES
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2003-2008
> DANÇA
PRINCIPAL COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO BAILADO OLGA RORIZ ANA LACERDA
 
COREÓGRAFOS
BRUNO LISTOPAD

Bruno Listopad iniciou a sua formação na Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa prosseguiu-a no Curso de Qualificação de Bailarinos Forteca-ME e no Ginasiano Escola de Dança em Gaia, depois no Centro Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes, e finalmente na Rotterdamse Dansacademie, em Roterdão. Como jovem coreógrafo em busca de uma nova gramática performativa e comunicativa que conjugasse experimentalmente diversas possibilidades expressivas multidisciplinares, criou "Gemini", "Le Petit Chaperon Rouge" - uma co-coreografia com Isabel Ariel estreada no Porto, e apresentada ainda em Lisboa e Biarritz - "Maria Alma, La Retirada del Gigante, Rapunzel" - Primeiro Prémio de Interpretação 'Prix Volinine 97', Paris, numa co-produção Stichting Dansateliers, Roterdão e Ministério da Cultura - IPAE, e apresentado em Portugal e na Holanda. Mais recentemente coreografou, para o Festival de Dança da Holanda, o dueto "Jesus Loves You", de seguida desenvolvido num espectáculo inteiro, "Jesus Loves You 2", com o apoio do já referido instituto do Ministério da Cultura e co-produzido pelo Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e Dansateliers Rotterdam. Esta produção foi estreada por ocasião do encerramento dos Encontros Acarte 98, e apresentada no Porto, na Ucrânia, em Budapeste, em Londres durante o festival Aerowaves, numa extensa digressão pela Holanda, no Cadance Festival, no conceituado Nederlands Dance Dagen, vindo também a ser nomeada para o Lucas Hoving Produktieprjjs 1999.

A convite do Springdance 99 coreografou, em colaboração com Gunvor Karlsen, B()tween em homenagem a Nijinsky. Produzido pelo Lantaren Venster de Roterdão e subsidiado pelo IPAE do Ministério da Cultura, criou "Extrasensory" que será apresentado no festival lisboeta Danças na Cidade 99. Tem em preparação duas coreografias, ainda sem título, para duas companhias holandesas: Krisztina de Châtel Dansgroep em Amsterdão e Rotterdamse Dansgroep. O trabalho a criar esta temporada para o Ballet Gulbenkian será a sua primeira colaboração com a companhia.

01 Setembro 2000

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NÉ BARROS

Né Barros nasceu no Porto, em 1963. É co-fundadora e membro da direcção do Balleteatro, estrutura onde tem desenvolvido grande parte da sua actividade como coreógrafa, intérprete e formadora. Iniciou a sua formação em dança clássica com Ruth Howner, em 1972. Em 1985, interrompe os seus estudos na Faculdade de Ciências do Porto para estudar dança no Smith College em Massachusets, Estados Unidos. De regresso ao Porto conclui o curso superior de teatro, na Escola Superior Artística, e em 1990 parte para Londres onde obtém um Master in Dance Studies no Laban Centre.

Nos finais dos anos oitenta inicia o seu trabalho como coreógrafa, mas é a partir de 1992 que o Balleteatro Companhia passa a apresentar regularmente os seus espectáculos dos quais destaca: "Do Princípio ao Fim(?)", sobre a Paixão Segundo S. Mateus de J. S. Bach (Claustros S. Bento da Vitória, 1994); "L. M. lady Macbeth" (Teatro Nacional S. João, 1996); "in limine" (Centro Cultural de Belém, 1997). Em 1998, apresentou "Adormecida", uma encomenda do Rivoli Teatro Municipal. Nestas produções contou com as colaborações de Roberto Neulichedl, Vera Castro, Jorge Levi, Nicola Lusuardi, Nuno Carinhas, Carlos Assis, Gabriela Vaz, Jorge Costa e Albuquerque Mendes.

Em Abril de 1999, Né Barros recebe o Prémio de Melhor Coreografia por "Passos em Branco", criado para a Companhia Nacional de Bailado no âmbito do Estúdio Coreográfico 99. Esta coreografia teve a música de Sérgio Azevedo e os figurinos de Ana Teresa Castelo. "Vooum" foi o trabalho que estreou em Outubro de 1999 no Teatro Rivoli no Porto e que contou com as colaborações de Alexandre Soares, Daniel Blaufuks, Carlos Assis e Maria João Sopa. Equipa esta que se manteve para o seu mais recente trabalho "No Fly Zone" estreado em Novembro de 2000. Entre diversas performances que realizou destaca a última em 1999 que surge a partir de um convite do artista Manuel Casimiro no âmbito da sua exposição "Sem Saída" na galeria André Viana. Em Abril de 2000 e a partir de uma proposta da actriz Emília Silvestre desenvolvem e apresentam no Balleteatro Auditório um trabalho sobre o feminino.

Como actriz trabalhou sobre textos de Albert Camus, Gil Vicente e Heiner Muller, em encenações de Roberto Merino, Ricardo Pais e João Paulo Seara Cardoso/ Isabel Barros, respectivamente. Colaborou em diversas produções do Teatro Nacional S. João em particular com o encenador Ricardo Pais nomeadamente, em "As Lições", "Linha Curva Linha Turva", "Arranha Céus". Estreou-se no cinema com o realizador Saguenail tendo sido protagonista em "Ma's Sin" (Grande Prémio e Prémio da Crítica Internacional do Festival da Figueira da Foz). Desde 1998, é professora convidada na Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa.

20 Outubro 2000

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OLGA RORIZ

Olga Roriz nasceu em Viana do Castelo. Cedo foi para Lisboa onde iniciou os estudos de dança na Escola do Teatro Nacional de S. Carlos, com Ana Ivanova. Com 18 anos de idade, completou o curso da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa. Em 1976, ingressou no elenco do Ballet Gulbenkian, dirigido por Jorge Salavisa, onde permaneceu até 1992. Olga Roriz iniciou o seu trabalho coreográfico nesta Companhia, para a qual criou mais de 20 obras, algumas das quais de reconhecido sucesso nacional e internacional, tanto pela crítica como pelo público. Destas salientam-se "Três Canções de Nina Hagen", "Terra do Norte", "Espaço Vazio", "Treze Gestos de um Corpo" e "Isolda". Internacionalmente, os seus trabalhos têm sido apresentados nas mais importantes cidades europeias, bem como em Nova Iorque, Brasil, Senegal e Egipto. Alguns deles foram gravados pela RTP. Como coreógrafa, tem sido convidada a trabalhar com agrupamentos como a Companhia Nacional de Bailado, Dança Grupo e Companhia de Dança Contemporânea em Portugal; Ballet Teatro Guaira, no Brasil; Ballets de Monte Carlo, no Mónaco; Compañia Nacional de Danza, em Espanha; English National Ballet, no Reino Unido, Reportory American Ballet, nos EUA, e Maggio Danza di Firenze, em Itália. Criou, ainda, 5 espectáculos a solo apresentados nos festivais Encontros ACARTE, Eurodanse, Mulhouse, Le Triangle, Rennes, e Danse à Aix.

Tem trabalhado regularmente em ópera e teatro, colaborando com encenadores como João Perry, Ricardo Pais, Claude Lulé, João Lourenço, Carlos Avilez, Silvio Porcaretti, Adriano Luz e Manuel Coelho. Distinguida com vários prémios em Portugal, recebeu o 1º Prémio Coreográfico do Concurso de Dança de Osaka, Japão, em 1987; o Prémio ''The Best Choreography of the Year'' da revista londrina ''Time Out'' em 1991; e o 2º Prémio no Festival Internacional de Dança Suzanne Dellal, Tel Aviv, em 1994. Entre Maio de 1992 e Outubro de 1994 foi Directora Artística da Companhia de Dança de Lisboa, tendo criado "Cenas de Caça", "Introdução ao Princípio das Coisas", "Finis Terra" e "Cold Hands". Em Fevereiro de 1995, fundou a Companhia Olga Roriz para a qual criou "Propriedade Privada", "Start and Stop Again", "Anjos, Arcanjos, Serafins, Querubins... e Potestades" e "Propriedade Pública". Em 1997, encenou para o Teatro Nacional de S. Carlos a ópera "Perséphone" de Igor Stravinsky, e em Janeiro de 1999, para o Teatro Plástico, estreou-se em encenação para teatro na peça "Crimes Exemplares" de Max Aub, onde assinou também a dramaturgia e uma nova versão do texto. Lecciona regularmente na Escola de Dança do Conservatório Nacional.

01 Setembro 2000

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PAULO RIBEIRO

Natural de Lisboa, Paulo Ribeiro, antes de se afirmar como coreógrafo, fez carreira como bailarino em várias companhias na Bélgica e na França. A sua estreia no domínio da criação coreográfica deu-se em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi co-fundador, e que o levou à participação em diversos concursos naquela cidade, obtendo em 1984 o prémio de Humor e em 1985 o 2º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine. De regresso a Portugal em 1988, começa por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, para os quais cria, respectivamente, ''Taquicárdia'' (Prémio Revelação do jornal ''Sete'' em 1988) e ''Ad Vitam''. Com o solo ''Modo de utilização'', interpretado por si próprio, representa Portugal no Festival Europália 91 em Bruxelas. A sua carreira de coreógrafo expande-se no plano internacional a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome: Nederlands Dans Theater II (''Encantados de servi-lo'' e '' Waiting for Volupia''), Nederlands Dans Theater III (''New Age''); Ballet de Genève (''Une Histoire de Passion''); Centre Chorégraphique de Nevers, Bourgogne (''Le Cygne Renversé''). Para o Ballet Gulbenkian criará ainda: '' Inquilinos'', ''Quatro Árias de Ópera'' (em colaboração com Clara Andermatt, João Fiadeiro e Vera Mantero) e '' Comédia Off -1''. Entretanto, Paulo Ribeiro foi galardoado em 1994 com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra ''Dançar Cabo Verde'', encomenda de Lisboa 94 - Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt.

Em 1995 funda a Companhia Paulo Ribeiro, subsidiada pelo Ministério da Cultura, para a qual tem vindo regularmente a criar coreografias: ''Sábado 2'', ''Rumor de deuses'', ''Azul Esmeralda'', ''Memórias de Pedra - Tempo Caído'', ''Orock'', ''Ao Vivo'', '' Comédia Off - 2'' e ''Tristes Europeus-Jouisissez sans entraves''. O trabalho com a sua própria companhia permitiu-lhe desenvolver melhor a sua linguagem pessoal como coreógrafo. A obra ''Rumor de deuses'' foi distinguida em 1996 com os prémios de ''Circulação Nacional'' atribuído pelo Instituto Português do Bailado e da Dança, e ''Circulação Internacional'' atribuído pelo Centro Cultural de Courtrai, ambos inseridos no âmbito do concurso ''Mudanças 96''. Paulo Ribeiro tem recebido ainda vários outros prémios relevantes: ''Prix d'Auteur'' nos V Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine Saint-Denis, (França); ''New Coreography Award'' atribuído pelo Bonnie Bird Fund-Laban Centre (Grã-Bretanha), ''Prix d'Interpretation Collective'' atribuído pela ADAMI (França); Prémio Bordalo da Casa da Imprensa (2001). Em acumulação com o seu trabalho de coreógrafo, Paulo Ribeiro desempenhou entre 1998 e 2003 o cargo de Director Geral e de Programação do Teatro Viriato/CRAE (Centro Regional das Artes do Espectáculo das Beiras), que obteve em 1999 o Prémio Almada do Instituto Português das Artes do Espectáculo, pela actividade desenvolvida na área da Dança. Em Setembro de 2002 foi indigitado Director Artístico do Ballet Gulbenkian, cargo que assumiu no início de Setembro de 2003 até à sua extinção em 2005.

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RUI HORTA

Rui Horta nasceu em Lisboa, onde começou a dançar aos dezassete anos nos Cursos de Bailado do Ballet Gulbenkian, com Jorge Salavisa e Wanda Ribeiro da Silva, tendo posteriormente vivido vários anos em Nova Iorque onde terminou a sua formação em Dança. Entre 1984 e 87 fundou e dirigiu artisticamente a Companhia de Dança de Lisboa e, mais tarde, com o apoio do Serviço ACARTE da Fundação Gulbenkian, criou o seu próprio grupo com o qual efectuou as suas primeiras digressões pela Europa. Entre 1991 e 98 dirigiu artisticamente o SOAP Dance Theater Frankfurt tendo efectuado intensas tournées por todo o mundo, actuando em teatros como o Hebel Theater, em Berlim, Maison de la Dance, em Lyon, Théâtre de La Ville, em Paris, e The Joyce Theater, em Nova Iorque, e participando em eventos como o Festival Internacional de Tóquio e Kit-Copenhagen Capital Europeia da Cultura 96, entre muitos outros. Em Junho de 1992, Rui Horta ganhou o Grande Prémio dos ''Reencontres Chorégraphiques Internationales de Bagnolet'', bem como o ''Bony Bird Award''. Tem, também, criado obras para outras companhias tais como Transitions, Endança, New Carte Blanche, Ballet Cullberg, Ballet du Grand Théâtre de Genève, Tanzwerk (Ópera Nürnberg), Ballet da Ópera de Dortmund, Ballet do Theater am Gärtner Platz em Munique, Icelandic Ballet, Irish Dance Theatre, Ballet da Ópera de Linz, Ballet Nacional de Marselha, entre outras.

A convite do Goethe Institut realizou projectos coreográficos em Tóquio, Budapeste, Gent, Madrid e Moscovo. Em 1996, encenou a ópera Rake's Progress para a Ópera de Basileia, e no ano seguinte foi distinguido com o ''Deutscher Produzentenpreis für Choreographie'', um dos mais importantes prémios de criação atribuídos na Alemanha. Em 1999 criou uma nova obra para a sua própria companhia, residente no Teatro Muffathalle em Munique e outra para o Nederlands Dans Theater II. Na Temporada 2000-2001, Rui Horta regressou a Portugal, onde estabeleceu um Centro Coreográfico em Montemor-o-Novo, sendo igualmente artista associado à Maison de la Culture de Bourges. Em 2001, com o apoio do ICAM e ARTE/ZDF, realizou o seu primeiro filme intitulado Rugas . Ainda no mesmo ano criou Pixel no âmbito dos Encontros Acarte 2001. Para o Ballet Gulbenkia, Rui Horta coreografou os bailados "Lunar, o dia fragmentado", 1997, "Cartografia dos lugares comuns", 1999, e "À mesa em 15 minutos", 2000, tendo ainda remontado "Wolfgang, bitte..." e "Flat Space Moving".

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RUI LOPES GRAÇA

Rui Lopes Graça iniciou os estudos de dança como bolseiro da escola do Ballet Gulbenkian e do Centro de Formação Profissional da Companhia Nacional de Bailado. Em 1985, ingressou no elenco desta companhia e em 1996 tornou-se bailarino solista. Dançou grande parte do repertório da CNB, em bailados clássicos e contemporâneos. Em Julho de 1999, participou no Curso Internacional para Coreógrafos e Compositores da Universidade de Bretton Hall em Inglaterra, dirigido por Robert Cohan, Nigel Osborne, Ivan Kramar e Gale Law. Fez assistência e direcção de espectáculos e eventos como, «Noites de Queluz», entre 1988 e 1990, «Festa de Rua» englobado no Festival Europália - Bélgica, e «Embaixada da Juventude à Expo 92», em Sevilha. Desde 1996, tem coreografado para a Companhia Nacional de Bailado, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, The Curve Fundation Dance Company, na Escócia, Escola Superior de Dança e Conservatório Nacional. Coreografou também para a «Expo 98», «Porto 2001 Capital Europeia da Cultura», «Centro Cultural de Belém» e Festivais Internacionais nos EUA e Turquia. bailça

Em 2004, funda a Companhia Rui Lopes Graça cuja estreia se realizou no Teatro Camões em 17 de Setembro, com o espectáculo Antídoto, em colaboração com o escritor José Luís Peixoto. Actualmente, é também coreografo convidado da CNB.

20 Outubro 2004

 
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Criado e desenhado por António José Ferreira