Nascido em Matosinhos a 28 de Maio de 1985, Nuno Mimoso iniciou os estudos musicais aos sete anos, na Classe de Piano da Academia de Música Óscar da Silva. Revelou precoce aptidão artística em criança, nos domínios musical, literário e dramático. No seio da comunidade escolar, alcançou vários primeiros prémios em concursos literários e viu publicados poemas da sua autoria numa colectânea da infância. Com apenas dez anos, musicou o poema Nau Catrineta de Almeida Garrett para uma apresentação pública diante do escritor António Torrado. Estreou-se nos palcos na interpretação dos papéis infantis dos Contos Tradicionais do Povo Português de Teófilo Braga (adaptação para teatro), nos Auditórios de Lavra, de Espinho e no Rivoli Teatro Municipal (Porto).
Com doze anos, ocupou o lugar de organista da Missa com Crianças da sua paróquia, a pedido do então pároco Cón. José Fabião, iniciando como organista autodidacta. Do contacto com o órgão de tubos histórico e da convivência com a música sacra nos Ciclos de Concertos do Senhor Bom Jesus de Matosinhos germinou o seu interesse pela organística, o que o levou a aprofundar os conhecimentos teóricos na área. Produziu um estudo sobre este instrumento e contactou com mais algumas das refinadas peças do património ibérico: Capela da Universidade de Coimbra, Catedral de Compostela, Igreja de São Lourenço (Seminário Maior).
No Porto, frequentou então o Curso Geral de Música Sacra da Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, estudando com Rui Pintão (Piano), António Mário Costa (Órgão), Cón. António Ferreira dos Santos (Harmonia), Frei Geraldo Coelho Dias (História da Salvação), Cón. João Peixoto e Pe. Manuel Amorim (Liturgia), Pe. Agostinho Pedroso, entre outros. Entretanto, em Ermesinde, ingressou no Seminário Diocesano do Bom Pastor como aluno interno, onde estudou com João Tiago Magalhães (Piano) e Pe. Agostinho Pedroso (Coro, Canto Gregoriano, Órgão Litúrgico, Harmonia, Direcção, História da Música).
Depois de concluído o Curso Secundário (variante Ciências Humanísticas) na Escola Secundária de Ermesinde, com classificações máximas em exames nacionais que lhe valeram bolsa de estudo no Curso de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Porto), acabou por abandonar a via eclesiástica para se dedicar totalmente à Música e ao seu permanente estudo. Ingressou no Conservatório de Música do Porto na classe de Órgão de Paulo Alvim, com quem continua a trabalhar. Realizou diversos cursos de formação no âmbito da Música e das Artes de Palco: Acústica de Salas, com docentes da Faculdade Engenharia da Universidade do Porto; Expressão Dramática; Fonologia e Declamação; Programas Informáticos para Edição de Partituras.
Após contacto com a soprano Conceição Seabra Galante de quem é conterrâneo, direccionou especial atenção para o domínio do bel canto, estudando em Lisboa com o barítono Nuno de Villalonga. Realizou uma masterclass com o barítono Jorge Vaz de Carvalho no Auditório do Centro de Cultura e Congressos da Ordem dos Médicos (Região Norte), onde, também como barítono, deu recitais de canto, um dos quais a convite do Curso de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e outro no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra. Como elemento do Círculo Portuense de Ópera, participou em diversos concertos e, entre outras prestações, integrou elencos de óperas como La Traviata de Verdi, Die Zauberflöte de Mozart, Il Barbiere di Seviglia de Rossini, no Coliseu do Porto.
Tem pugnado por uma profissionalização do cargo de organista no contexto eclesial, de acordo com a melhor tradição europeia (e portuguesa até ao início do séc. XX). Como organista e director de coro/assembleia, exerceu no Santuário de Fátima e Capela da Universidade (Coimbra). A convite da Associação Grupo de Câmara do Porto, participou no V Ciclo de Órgão e Música Sacra do Porto, no concerto «Novos Músicos». Exerce também actividade como articulista, na publicação em periódicos paroquiais e/ou diocesanos da importância do órgão de tubos na Liturgia e na Cultura. Foi entrevistado pelo Jornal de Matosinhos. Como investigador, tem feito um trabalho constante de inventariação e análise do património organístico português que culminou na sua parceria com o sítio Meloteca, do qual é colaborador desde Fevereiro de 2007. É organista regular nas Igrejas de Cedofeita e de Nossa Senhora da Boavista (Porto).
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