MELOTECA SÍTIO DE MÚSICAS E ARTES
.
2003-2008
> CITAÇÕES
PRINCIPAL VIOLINISTA VERDE, de Chagall NIETZSCHE, de Klee DANÇA DO TEMPO, de Poussin VIOLINO VERMELHO, de Boban
 
CITAÇÕES MUSICAIS DE FILÓSOFOS
2º Andamento do Concerto para violino de Karl Fiorini, Rotterdam Sinfonietta, Emanuel Salvador, violino, Roberto Beltran, maestro. Gravação ao vivo.

Minhas crianças, por que é que não aprendem canções? Elas são capazes de vos dar encora­ jamento e estímulo; elas podem ensinar-vos a observar e a preser­ var as coisas; elas podem ensinar- -vos a associar, a compreender com profundidade; elas são capazes de apagar a vossa raiva; elas ensinam-vos a ouvir o vosso pai, que conhece todas as regras que regem a vossa longa caminhada; elas ensinam-vos os nomes dos pássaros, dos animais, das árvores.

Confúcio

A música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.

Platão (n. Atenas ? 427; m. 347 a. C.)

A música tem o poder de formar a personalidade e podem-se distinguir os diferentes géneros de música fundados em diferentes modos pelos seus efeitos sobre o carácter. Tal género determina a melancolia, aqueloutro a moleza; este encoraja o abandono, este outro o autodomínio, e outro ainda desperta o entusiasmo.

Aristóteles (n. Estagira 384 a. C.; m. 322 a. C.)

Confesso que ainda agora encontro algum descanso nos cânticos que as vossas palavras vivificam, quando são entoados com suavidade e arte... Quando oiço cantar essas vossas palavras com mais piedade e ardor, sinto que o meu espírito também vibra com devoção mais religiosa e ardente, do que se fossem cantadas de outro modo. Sinto que todos os afectos da minha alma encontram na voz e no canto, segundo a diversidade de cada um, as suas próprias modulações, vibrando em razão de um parentesco oculto, para mim desconhecido, que entre eles existe.

Santo Agostinho de Hipona (n. Tagaste 354; m. 430)

Nada é mais característico da natureza humana do que ser acalmado pelos modos doces e excitado pelos seus opostos. Crianças, jovens e adultos estão tão naturalmente ligados aos modos por uma espécie de sentimento espontâneo que não há quem se não delicie com as canções doces.

Boécio (n. c. 480-m.524)

Mesmo que toda a natureza esteja adormecida, o que a contempla não dorme, e a arte do músico consiste em substituir a imagem insensível do objecto pela dos movimentos que a sua presença excita no coração do contemplador: não só ele agitará o mar, animará a chama de um fogo, fará correr os ribeiros, cair a chuva e aumentar as torrentes, como pintará o horror de um deserto medonho, denegrirá os muros de uma prisão subterrânea, acalmará a tempestade, tornará tranquilo e sereno o ar e da orquestra espargirá nova frescura sobre os bosques...

Jean Jacques Rousseau (n. Genève 1712; m. 1778)

O que principalmente caracteriza a música é o vai e vem, a subida e a descida, movimentos harmónicos e melódicos, a progressão mais ou menos retardada, mais ou menos acelerada, ora profundamente penetrante e incisiva, ora ligeira, fluente, em suma a elaboração de uma melodia por todos os meios musicais, o acorde engenhoso dos instrumentos na sua consonância, sucessões, alternâncias, perseguições recíprocas.

Georg Freidrich Wilhelm Hegel (n. Estugarda 1788; m. Francoforte 1860)

A música é um exercício de metafísica inconsciente, no qual o espírito não sabe que está a fazer filosofia.

Arthur Schopennhauer (n. Danzig 1788; m. Francoforte 1860)

Que o teatro não acabe por dominar todas as outras artes;
que o comediante não acabe por subornar os puros;
que a música não se torne uma arte de mentir.

Friedrich Nietzsche (n. Rocken 1844; m. Weimar 1900)

Toda a música tem por Ideia a forma do Nome divino. Oração desmitificada, liberta da magia do efeito, a música representa a tentativa humana, por mais vâ que ela seja, de enunciar o próprio Nome em vez de comunicar significações.

Theodor Wiesengrund Adorno (n. Francoforte 1903; m. Suiça 1969)

 
   
TOPO
 
 
Criado e desenhado por António José Ferreira