Informação sobre factos ou eventos que já aconteceram

Espiritual

“Espiritual”, o novo álbum de Pedro Abrunhosa, é editado a 30 de novembro e já se encontra disponível em pré-venda. Volvidos cinco anos desde a edição do último álbum de originais, “Espiritual”, o novo álbum faz a espera valer a pena: quinze novas canções, quinze novos poemas e histórias de apaziguamento e inquietação.

A notícia veio com o lançamento de um novo single: “Amor Em Tempo de Muros”, um tema que conta com a participação da conceituada cantora mexicana Lila Downs e cujo título fala por si. Esta é uma forma poética de contar a história do tempo, muitas vezes doloroso, que vivemos.

O videoclipe, realizado por Filipe Correia dos Santos e com a direção de fotografia de Arlindo Camacho, foi gravado no México, com pessoas reais, engrandecendo uma canção que por si só já retrata uma realidade que a todos toca. O vídeo pode ser visto aqui:

“Durante os últimos dois anos escrevi e compus mais de trinta Canções das quais apenas quinze integram o meu oitavo disco de originais, ‘Espiritual’. Foram dois anos de intensas, e quase diárias, gravações com os Comité Caviar. No BoomStudios, sob a supervisão imaculada de João Bessa, que comigo assina a Produção, o disco ganhou essência, depois corpo e, por fim, identidade. É um conjunto de Canções que, como todas, só ganharão vida plena no palco quando tocadas diante da cumplicidade do público. Agregado por uma atenção detalhada em todas as frentes é, contudo, na construção literária que ‘Espiritual’ assenta os seus alicerces. Nos tempos fugazes de atenções efémeras, tento que as minhas raízes bebam da fundura dos mundos: do interior e daqueles que aos meus sentidos se vão revelando”, escreve Pedro Abrunhosa.

Produzido por João Bessa e Pedro Abrunhosa, “Espiritual” conta com várias participações de luxo: para além da mexicana Lila Downs, “Espiritual” conta com participações da norte-americana Lucinda Williams, da francesa Carla Bruni, das portuguesas Ana Moura e Elisa Rodrigues e do brasileiro Ney Matogrosso. Também o percussionista inglês Karl Van Den Bosche e o guitarrista norte-americano Greg Leisz emprestam o seu talento a este disco.
O álbum já se encontra disponível em pré-venda no iTunes. Quem fizer a pré-compra recebe imediatamente os temas já conhecidos deste disco: “Meu Querido Filho, Tão Tarde Que É” e o novo “Amor Em Tempo de Muros”.

Até ao lançamento ficarão disponíveis através da pré-venda na loja digital outras três canções: dia 7 de novembro “Hold Me” com a participação de Lucinda Williams, dia 16 de novembro “Ainda Há Tempo” e dia 23 de novembro o tema “Salvação”.

Sousa assistente de Gardiner

Português Dinis Sousa nomeado maestro assistente do britânico John Eliot Gardiner

Londres, 11 out (Lusa)

A nomeação de Dinis Sousa para maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras “é uma honra enorme” porque formaliza o trabalho com o britânico John Eliot Gardiner, com quem já está em digressão nos EUA, afirmou o português.

“Não havia dúvidas sobre aceitar o lugar. É uma oportunidade única e que não sonhava que fosse sequer possível, portanto mal surgiu esta possibilidade fiquei logo muito entusiasmado e honrado com a proposta”, disse o músico portuense à agência Lusa.

A nomeação de Dinis Sousa, de 30 anos, para maestro assistente, uma posição que não existia, foi anunciada no início desta semana e considerada relevante por diversas publicações especializadas porque é a primeira vez que o comando do Coro Monteverdi e das duas orquestras associadas é partilhado pelo britânico desde a fundação, em 1964.

O grupo começou com o Coro Monteverdi, hoje considerado um dos melhores e mais versáteis do mundo, abrangendo obras que vão desde Monteverdi a Stravinsky, mas 13 anos mais tarde Gardiner criou a orquestra English Baroque Soloists para trabalhar com o Coro, usando instrumentos de época.

Em 1990, Gardiner fundou a Orchestre Révolutionnaire et Romantique para interpretar repertório romântico, também com instrumentos de época, começando por tocar e gravar música de Beethoven e Berlioz.

É com esta última orquestra que Dinis Sousa está atualmente em digressão nos EUA, onde está a apresentar dois programas inteiramente dedicados a Berlioz, tendo previstos dois concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque, no domingo e na segunda-feira.

Ser assistente de John Eliot Gardiner é “muito especial” para o português, que se identifica com o trabalho dele, maestro que cresceu a escutar e começou a acompanhar de perto quando se mudou para Londres, para estudar Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama.

“Tentava ir assistir aos ensaios e aos concertos quando podia, e estes eram sempre uma inspiração para mim. Portanto, ter agora um trabalho regular com estes grupos é mesmo muito especial. Nos últimos tempos, tenho já trabalhado em alguns projetos com o Gardiner e isto tem sido uma curva de aprendizagem enorme e uma experiência absolutamente marcante”, disse à Lusa.

O regente português conta que, “além do repertório extraordinário, poder conviver e aprender com um músico deste nível, com a sua energia inesgotável, que está constantemente a explorar e a encontrar algo novo na música que todos já conhecemos tão bem, é algo que me tem influenciado imenso.

Na sua opinião, o maestro britânico, atualmente com 75 anos, é um dos mais importantes e marcantes da atualidade, que revolucionou a forma como se ouve e interpreta música de diferentes compositores, de diferentes épocas, tendo em conta os diferentes contextos históricos em que surgiu, e que produziu uma série de gravações consideradas de referência para músicos, apreciadores de música e para a história da interpretação, nos últimos 50 anos.

Gardiner, citado no comunicado do Coro Monteverdi e Orquestras, elogiou Dinis Sousa pelo seu “talento impressionante” e pela sua versatilidade, lembrando a colaboração numa “série de tarefas difíceis”, nomeadamente na assistência durante os ‘Proms’ de 2016 (o festival organizado anualmente pela BBC, em Londres), na produção de “Oedipus Rex”, ópera de Stravinsky, com a Filarmónica de Berlim, e em vários projetos com a Orquestra Sinfónica de Londres.

O português espera poder beneficiar da experiência e conhecimento do britânico para continuar com o próprio projeto da Orquestra XXI, que fundou em 2013 para realizar concertos de música clássica em Portugal, com músicos que residem e trabalham no estrangeiro.

“Trabalhar com o Gardiner é uma enorme ajuda, uma vez que ele está a par de todos os programas, e podemos discutir muito sobre as obras, o que é sempre uma estimulante aprendizagem para mim”, adiantou.

BM // MAG

Lusa/fim

Festa de anos

No domingo 09 de setembro, entre as 15:00 e as 19:00, decorreu na Meloteca, em Avintes, o aniversário da Carolina. Naquele que foi o último aniversário do Verão de 2018, estiveram presentes 10 crianças e cerca de 20 adultos (pais e avós).

As crianças, colegas de escola, divertiram-se a andar de baloiço, a jogar à bola na relva, a interagir com os pequenos hamsters russos, a vencer receios das tartarugas, a tocar nos peixes de água fria. Brincaram com pistolas de água, encestaram bolas no cesto novo, andaram de carro de pedais e jogaram matraquilhos. Tocaram bateria digital, jambés e darabucas.

Sebastian, o mais novo, um bebé com quase dois anos, gostou de andar de carro, de caminhar na relva e de andar no pequeno cavalo azul. O avô, que fez carros artesanais para outros netos, mostrou ser especialista na arte de tocar passarinhos de barro e de estimular o pequenino.

Os adultos sentaram-se à sombra a conversar, a reviver tempos passados ou antigos mesmo, recordações de Vila Flor, de Cinfães e de Avintes. Comeram figos pingo-de-mel e maracujás apanhados horas antes.
E beberam, que o tempo estava quente. Falámos de licores e de como fazê-los, que uma senhora sabia mesmo do assunto.

Cantou-se os parabéns à Carolina.

Um dos pequenos hamsters russos com que as crianças tinham brincado foi adotado por uma família. E pelas 19:00 toda a gente foi embora, depois de uma magnífica tarde de convívio.

O espaço consiste numa casa antiga de pedra que já foi parcialmente restaurada e um relvado com numerosas árvores e arbustos de fruto, ervas aromáticas e flores, e um tanque de pedra onde as crianças podem refrescar-se e fazer brincadeiras na água.

Entre junho e setembro do próximo ano, a Meloteca continuará a disponibilizar o espaço para a realização de festas de aniversário para crianças.

António José Ferreira

Órgãos de Torres Vedras

ÓRGÃOS DE TORRES VEDRAS

IGREJA DA MISERICÓRDIA

Após a recuperação, o órgão de tubos da igreja da Misericórdia de Torres Vedras ganhou nova vida através de concertos e ateliês.

Érica Zlotea chega todos os sábados à igreja da Misericórdia de Torres Vedras com o caderno de pautas debaixo do braço. De olhos muito vivos, a jovem aprendiz aguarda o início da aula de órgão de tubos, no âmbito de um ateliê criado em parceria com a Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues. Desde que restaurou o instrumento histórico, em 2008, a Misericórdia de Torres Vedras contribuiu para a formação de mais de 80 crianças e adultos da comunidade.

O órgão construído pelo galego Bento Fontanes (1745-1793) renasceu pelas mãos de Dinarte Machado. Um investimento, no valor de cerca de 110 000€, que na opinião do provedor Vasco Fernandes era inevitável. “Era uma pena termos uma peça belíssima, segundo as opiniões de muitos técnicos, e não lhe darmos qualquer uso. Convidámos depois o professor Daniel Oliveira – atual organista titular– para iniciar as aulas de órgão porque estes instrumentos se estragam se estiverem parados”.

Daniel Oliveira assumiu a missão de valorizar e divulgar o instrumento, através do ensino e dinamização de um ciclo anual de órgão. “Quero torná-lo mais acessível às crianças, com reportório adequado à idade, pegando em temas populares, e torná-lo mais próximo do ouvinte”.

O coro alto da igreja é o espaço onde quase tudo acontece. Uma “sala de aula muito especial” que Érica e Diogo, os alunos que acompanhamos neste dia, conhecem de olhos fechados. “Com as duas mãos?”, pergunta a primeira pupila no inicio da lição. “Começamos pela direita e cantamos ao mesmo tempo”, pede Daniel Oliveira.

Empoleirada no banco de madeira, Érica segue a partitura com a responsabilidade de um adulto. No próximo ano vai integrar o curso vocacional ministrado pela Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, o “conservatório da cidade”. Em pequena, escrevia cartas ao pai natal a pedir um piano. Hoje tem um órgão de quase 300 anos como instrumento musical. Não é igual ao piano, mas cumpre as expetativas da jovem entusiasta. “Tem um som mais agradável, mais grave e forte”.

O próximo aluno não se deixa intimidar pela antiguidade e dimensão do órgão de tubos. Toca desde os 5 anos, no âmbito das aulas de iniciação musical da creche da Misericórdia, e beneficia da disciplina incutida nas lições. “Noto que o Diogo sai daqui mais concentrado e aprende a lidar com o stress. O professor incentiva-os independentemente de falharem”, comenta a mãe, Filipa Carvalho.

Os rituais são cumpridos semanalmente pela criança de 9 anos no início de cada lição. Ajeitar a cadeira, corrigir a postura e fazer exercícios de aquecimento com os pulsos. “Tens de confiar”, diz a Diogo Zambujo. “Ainda estás preso à partitura, não é preciso pensar”.

Mesmo que o objetivo não seja seguir a via profissional, Daniel Oliveira aposta na iniciação ao órgão desde muito cedo, valorizando a criatividade e disciplina potenciadas com o ensino da música. “É uma coisa que os marca para a vida. Não é apenas uma ocupação de tempos livres”.

Este esforço reflete-se na postura e envolvimento das famílias, seja através do interesse no desenvolvimento da criança, seja pelo aumento da procura junto da comunidade. “É um instrumento invulgar, daí a nossa curiosidade. É uma oportunidade única e uma forma de valorizar um património muito valioso da cidade”, considera a mãe do jovem aluno.

O músico e investigador Daniel Oliveira constata que “este é um instrumento cada vez mais acarinhado pelos torrienses” e isso vê-se nos dias de concerto, transmitidos em direto pela autarquia. No último trimestre de cada ano, os bancos da igreja enchem-se de locais e visitantes desejosos de escutar o órgão, nas suas múltiplas vertentes (acompanhado de canto ou pequena orquestra), e mesmo à distância é possível apreciar o “exotismo e brilho típico do instrumento histórico”.

Daniel Oliveira salienta a vocação pedagógica do evento – recitais comentados e atividade lúdica destinada a crianças e jovens -, que é já uma “marca e oferta cultural da cidade” e assinala em 2018 a sua terceira edição.

Quem não conhece esta peça única na cidade, com “personalidade própria” e um registo versátil – “dois timbres no mesmo teclado” – e está curioso para ouvir a sonoridade característica da segunda metade do século XVII/primeira metade do século XVIII terá de aguardar pelo mês de outubro ou acompanhar uma das cerimónias solenes realizadas na igreja da Misericórdia, ao som do órgão Bento Fontanes (1773).

Daniel Oliveira é professor na Musicentro Escola de Música – Salesianos de Lisboa, Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues e organista na igreja matriz de Oeiras.

Adaptado de Ana Cargaleiro de Freitas, Voz das Misericórdias, maio de 2018, acesso e adaptação a 28 de agosto de 2018.

 

Órgãos da Feira

ÓRGÃOS DA FEIRA

No concelho de Santa Maria da Feira há órgãos de tubos nas igrejas de Mosteirô, Santa Maria da Feira, Nogueira da Regedoura e Santa Maria de Lamas.

Em setembro de 2018, as Artes estiveram em Itinerância pelo Concelho com a primeira edição do Ciclo de Órgão de Tubos, que percorreu as Igrejas de Mosteirô, Santa Maria da Feira, Nogueira da Regedoura e Santa Maria de Lamas.

O Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira pretende resgatar e valorizar parte da memória musical do concelho. Trata-se de um conjunto de quatro concertos, que pontuaram os quatro domingos do mês de setembro e que permitiram usufruir da diversidade e dos órgãos de tubos que compõem o património religioso concelhio.

No comando desta celebração, apresentando um reportório de excelência, esteve o organista feirense Rui Soares, a organista espanhola Esther Ciudad e o organista italiano Matteo Imbruno.

Além do património material, o programa permitiu ainda uma valorização do património imaterial, explorando, numa criteriosa escolha, alguma das obras dos mais importantes compositores nacionais e estrangeiros. Os concertos foram antecipados por um breve momento de enquadramento histórico e técnico de cada órgão, seduzindo o público para a diversidade deste património, assim como das suas possibilidades.

 

Órgão Eisenbarth

Órgão instalado no coro alto da Igreja de Mosteirô e inaugurado a 24 de maio de 2014, foi concebido pela firma de engenharia Eisenbarth que se destinava à capela de um hospital da cidade de Passau, na Alemanha (1966).

Órgão Walcker

Instrumento concebido para a Evangelische Kirchengemeinde de Berlim no ano de 1962, inaugurado na Igreja de Nogueira da Regedoura a 14 de março de 2010.

Órgão Walcker

Instrumento da igreja Matriz de Santa Maria da Feira foi construído pela firma C. F. Walcker, em 1896, na Alemanha e catalogado com o op. 748.

Órgão Cavaillé-Coll

Órgão da Igreja de Santa Maria de Lamas, proveniente da Oficina de Cavaillé-Coll de Paris, um dos organeiros mais famosos na Europa do século XIX.

Espólio de Luiz Costa

De acordo com notícia publicada pelo “Público” no Ípsilon, a 31 de Julho de 2018, da autoria de Sérgio C. Andrade, o espólio do compositor, pianista e pedagogo Luíz Costa, pai de Helena e Madalena Sá e Costa, vai ser divulgado pela Casa da Música.

LUIZ COSTA

Espólio do compositor Luiz Costa vai ser divulgado pela Casa da Música

Câmara do Porto aprovou assinatura de protocolo com a fundação portuense, a Gulbenkian e a família do compositor com vista à digitalização de perto de duas centenas de partituras do pai de Helena e de Madalena Sá e Costa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

Sérgio C. Andrade, Ípsilon, Público, 31 de Julho de 2018

 

BIOGRAFIA DE LUIZ COSTA

Nascido numa freguesia de Barcelos, Monte de Fralães, em 1879, Luiz Costa tornou-se um nome de referência do modernismo musical português. Iniciou os estudos musicais no Porto com Bernardo Moreira de Sá (1853-1924), que se tornaria seu sogro, pelo casamento com a também pianista Leonilde Moreira de Sá (1882-1964). No início do século XX, Luiz Costa aperfeiçoou a formação musical na Alemanha com músicos e professores da chamada Nova Escola Alemã de Piano, que incluía o também português Vianna da Motta.

De regresso a Portugal, tornou-se professor na Escola Superior de Piano e dirigiu duas instituições da cidade que tinham sido fundadas pelo seu sogro, o Conservatório de Música e o Orpheon Portuense (cujos arquivos estão também à guarda da Casa da Música) – através desta sociedade de concertos, o Porto pôde acolher figuras maiores da música mundial, como Maurice Ravel, Claudio Arrau ou Edwin Fisher. Paralelamente, Luiz Costa tocava como solista em vários concertos temáticos, e também ao lado de intérpretes como Pablo Casals e Guilhermina Suggia.

Como compositor, Luiz Costa desenvolveu uma obra assinalável, em que pretendeu casar a tradição poética e bucólica do seu país, e mesmo do seu Minho natal, com correntes estéticas do seu tempo, da escola alemã ao impressionismo francês, passando pelo neoclassicismo. Simultaneamente compôs várias peças para as suas filhas, e em particular para o piano de Helena Sá e Costa.

FIMPV 40

FIMPV

40 anos do Festival Internacional

A programação comemorativa do 40º aniversário do FIMPV encerrou no dia 28 de julho de 2018 com um memorável concerto dedicado à música dos dois mais destacados membros da família Bach (Johann Sebastian e Carl Philipp) pelo agrupamento vocal Arsys Bourgogne.

Este espetáculo decorreu na Igreja Matriz e contou com a presença do Vice-Presidente e Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, que aproveitou o momento para anunciar a despedida do Professor João Marques como Diretor Artístico do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim reconhecendo, publicamente, a sua notável dedicação ao longo de 40 anos para que o evento mantivesse uma qualidade notável. O cargo será assumido pelo pianista poveiro Raúl da Costa, que se encarregará da programação já em 2019.

A edição foi inaugurada com a sempre aguardada conferência do musicólogo Rui Vieira Nery (dedicada aos 150 anos do nascimento de Vianna da Motta). Mas uma substancial parte da programação foi dedicada à música antiga, tão adequada às Igrejas Matriz e S. Pedro de Rates. Êxito absoluto com os espetáculos de Jordi Savall, Ensemble Vox Luminis, La Fonte Musica e Ensemble Zefiro.

Destaque muito especial para o fantástico concerto pelo Concerto Italiano, cujo programa, apesar do elevado grau especulativo, conseguiu manter a atenção do público desde os primeiros compassos.

O recital pela cravista Ana Mafalda Castro – uma das grandes responsáveis pela introdução em Portugal do movimento visando a recuperação da música antiga – atraiu a S. Pedro de Rates um público entusiasta incluindo muitos dos seus alunos.

Os concertos e recitais de música de câmara também atingiram elevados patamares.

Uma referência muito especial ao concerto pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, que esgotou a lotação do Cine-Teatro Garrett. O desempenho de Raúl da Costa como solista esteve ao nível do que já nos habituou: a sua presença em palco, a precisão técnica e adequação estilística são plenamente convincentes.

Esta edição do FIMPV superou o nível qualitativo e de afluência de público das anteriores, tanto quanto se pode aferir pela análise de alguns indicadores: recintos com lotação esgotada em 13 espetáculos; média de ocupação dos recintos de 104%; média de 300 pessoas para 15 espetáculos realizados (total de 4.500 espectadores); 12 espetáculos excecionais em termos absolutos; e um bom retorno da crítica especializada publicada em jornais e rádio de expressão nacional.

A 40ª edição do FIMPV beneficiou mais uma vez dos apoios estruturantes da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, da Direcção-Geral das Artes, do Turismo de Portugal, de diversas instituições e empresas (ao abrigo da Lei do Mecenato) e de meios da comunicação social.

Póvoa de Varzim, 31-07-2018

Notícias breves

NOTÍCIAS BREVES

Tenor Luís Gomes premiado no Operalia

O tenor português Luís Gomes venceu este domingo na categoria de zarzuela e recebeu o prémio do público para melhor voz masculina, no concurso internacional de canto lírico Operalia, que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

02 de setembro

 

Restaurado órgão da antiga sé de Castelo Branco

A Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, completou há pouco o restauro do órgão da Igreja de S. Miguel (antiga Sé e Concatedral) de Castelo Branco, obra promovida pela Câmara Municipal. O tratamento da caixa e tribuna foram da responsabilidade da Arquehoje.

Stabat Mater

STABAT MATER

Obra de Carlos Garcia estreia nos EUA

Cinco anos depois da sua estreia, em Janeiro de 2014, pela Sinfonietta de Lisboa e Coro Ricercare, a obra “Stabat Mater” de Carlos Garcia atravessará o oceano Atlântico em 2019.

A catedral de St. John em Lafayette, no Louisiana, foi o local escolhido para no dia 12 de Abril de 2019 às 19h00 se dar a estreia americana desta obra.

Num concerto de nome “Heart and Soul“, que acolhe também uma das emocionantes sinfonias de Haydn (n.º 44 – Mourning), a Acadiana Symphony Orchestra convida os coros da Universidade do Louisiana para este concerto.

Carlos Garcia é licenciado em Formação Musical e em Jazz (Piano) pela Escola Superior de Música de Lisboa, ao longo da sua formação teve o prazer de aprender e trabalhar com Luís Gomes (clarinete), Rui Paiva (órgão), Eurico Carrapatoso (análise e técnicas de composição), Pedro Moreira (big band), Lars Arens (arranjos), João Paulo Esteves da Silva, Antoine Hérve (piano jazz), Vasco Pearce de Azevedo, Ernst Shelle, Jean-Marc Burfin e Yibin Seow (direção de orquestra).

Bailarina

Pallco

PALLCO

O “Pallco” mantém durante todo o ano um calendário regular de actividades nas mais diversas áreas das artes performativas. Acções não só destinadas aos estudantes e praticantes profissionais e amadores como também ao público em geral que prefira exercitar o corpo e o espírito com actividades diferentes num espaço surpreendentemente inovador.

No âmbito do ensino da música, os cursos oficiais básicos e secundários contemplam os seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, flauta transversal, guitarra clássica, guitarra portuguesa, harpa, oboé, percussão, piano, saxofone, trombone, tuba, trompete, tuba, violeta, violino e violoncelo. Os cursos livres de  jazz e pop rock são ministrado nos seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, guitarra, harpa, percussão, piano, saxofone, vibrafone, trombone, trompete, violino e violoncelo.

Pelas suas qualidades, dimensões e objectivos, o “Pallco” é um espaço único em Portugal destinado ao ensino das artes performativas da dança, música e teatro musical, tanto na vertente profissional como lúdica. Concebido e construído de raiz num espaço com 2.400 metros quadrados de área, a infraestrutura oferece tudo o que é necessário para a aprendizagem e a prática destas artes. O “Pallco” resulta de um investimento inteiramente privado que ultrapassou 1 milhão e 700 mil euros.

«Com estas qualidades e o potencial que a escola oferece, estamos também em condições de atrair alunos e professores estrangeiros como nunca foi possível em Portugal. Na verdade, já foi possível conquistar uma grande atenção internacional e conseguir parcerias com escolas renomadas», afirmou a empreendedora e directora Sofia Marques dos Santos.

O “Pallco” foca a sua actividade nas artes performativas de dança, música e teatro musical, também dispõe serviços complementares para os seus alunos: fisioterapia, nutrição, mind coach, podologia, apoio escolar e explicações individuais e de grupo, pelo que é mais do que uma escola de artes.

 

ABERTO À POPULAÇÃO

Para a população em geral, o “Pallco” oferece outras actividades: Pilates, Yoga, Body & Mind, ginástica, treino funcional, sénior training, ballet para adultos, dança contemporânea para adultos, Salsa fit e danças de salão. Toda esta diversidade é proporcionada pelo grande espaço de dois pisos, que oferecem amplos estúdios de dança e de música, várias salas polivalentes, um auditório com 200 lugares e um grande jardim exterior privado com 1000 metros quadrados (mil). O “Pallco” poderá, assim, acolher eventos nacionais e internacionais de diversa natureza como não é muito possível na Área Metropolitana do Porto.

O “Pallco” assume-se ainda como um conceito diferenciado e inovador, devendo ser encarado como uma “casa-escola” não só por parte dos seus alunos, como pelos docentes e amantes das artes do espetáculo. Na verdade, Sofia Marques dos Santosdeseja que o “Pallco” «seja mais do que um espaço de ensino de artes e de formação técnica de artistas. Desejo incutir valores, cultivar a paixão pela arte e cultura como uma forma de vida. O “Pallco” é, portanto, um local onde a performance artística ganha vida, mas onde também se respira arte e cultura e conhecimento», acrescentou.

Sofia Marques dos Santos diz ainda que este posicionamento permite ao “Pallco” aspirar à criação de intercâmbios internacionais com as melhores escolas e conservatórios de artes performativas a nível global, com o objetivo de proporcionar uma experiência internacional a todos os seus alunos. Esta postura constitui uma oportunidade única de integrar programas de formação especializados, nas diferentes modalidades, e de preparar artistas para o maior palco de todos: o mundo.

A par do impacto que proporciona, o “Pallco” traz consigo professores de excelência, tanto na vertente escola como conservatório, não só nacionais como internacionais.